o resumo de uma viagem sonhada

capa res

casados e criados em Caldas da Rainha, depois de anos em comum nas mesmas escolinhas e liceu, ingressámos também na mesma faculdade e acabámos por nos conhecer do lado de lá do oceano – no Brasil! e assim começou uma linda e apaixonada história de amor.

começou também um projeto de vida comum: viagens & vegetarianices.

vegetarianos temos sido desde que nos conhecemos, mas as viagens ficaram sempre aquém do que realmente queríamos.  é então que decidimos largar tudo e partir.

para vos apresentarmos esta aventura, optámos por colocar questões e responder às mesmas, considerando que quando a partilhamos, são mais as perguntas que pretendem ver respondidas, que propriamente nós sabermos que parte da história devemos contar 🙂

“ porquê uma viagem à volta do mundo?

dar a volta ao mundo parece um plano gigante, uma imensidão. contudo, a nossa volta ao mundo é palpável, é um projeto sonhado, onde desejamos conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas; com o intuito de aprender e crescer e, assim, compreender do mundo que nos rodeia. será da mesma forma um momento de partilha entre nós, uma vivência que nos trará decerto alento para o futuro.

de acordo com este nosso desejo de viajar, considerámos que uma volta ao mundo (embora não nos permita conhecer todos os países existentes e que desejaríamos) permite-nos aproveitar o facto de estarmos longe de casa para conhecer o maior número de lugares que estarão por perto durante esta viagem, mas que uma vez de volta às origens, ficarão do outro lado do mundo.

considerámos também que este é o momento certo para este gap year, aproveitando que as nossas responsabilidades profissionais e familiares não obrigam a um compromisso de maior e com uma morada fixa. após a conclusão da viagem, esperamos ter ferramentas para criar compromissos que permitam fazer crescer a família em consonância com a realização de cada um de nós a nível pessoal, social e profissional.

“ turistas a longo prazo?

o tipo de viagem a que nos propusemos e que estamos a realizar conduz-nos ao conceito de viajantes, em franca oposição ao de turistas: uma vida nómada de mais de um ano, e não uma viagem detalhadamente planeada e marcada.

assim, queremos continuar a viajar, poupando e vivendo de acordo com o que faríamos no nosso país ou, se tudo correr bem, com um platfond ainda menor. neste sentido, planeamos não gastar dinheiro com alojamento, refeições em restaurantes ou transportes extraurbanos.

clarificando, pretendemos dormir numa tenda (que adquirimos para o efeito, com uma dimensão adaptada), em casa de alguém (incluindo couchsurfing*) ou numa instituição local que amavelmente se disponha a hospedar-nos. faremos as nossas refeições em casa de quem nos hospede e comeremos o que pudermos comprar em supermercados ou, preferencialmente, nos mercados tradicionais. por fim, sempre que possível, iremos deslocar-nos à boleia – o conceito de autostop bem conhecido, nomeadamente, nos anos 70 e 80.

*couchsurfing: plataforma através da qual é possível disponibilizar e procurar um “sofá” para pernoitar, em qualquer parte do mundo – pela qual temos recebido hospedes de todo o mundo e por onde pretendemos encontrar alojamento.

“ mas porquê à boleia?

a boleia, ou a dedo!, do nosso ponto de vista, é curiosamente a melhor maneira de viajar e a menos dispendiosa. se quanto ao fator económico não há dúvidas, ser esta a melhor maneira de viajar é subjetivo.

ainda assim, a nossa crença é óbvia, porque apesar das incertezas e do tempo de espera, o contacto com as pessoas e as suas culturas, os ganhos ao nível de competências sociais e linguísticas e a esperança que nos dá em relação à bondade humana, faz da boleia uma caixinha de surpresas, onde as alegrias superam e suprimem momentos menos positivos.

“ experiências anteriores à boleia: o que é isto afinal?

esperemos nós, que no decorrer desta aventura (tanto relativa à viagem, como à criação deste blogue!), continuemos a ter oportunidade e força para partilhar outras experiências, que em tudo nos enriqueceram.

nos últimos anos temos viajado à boleia e, até agora, todas as boas experiências fazem-nos ter de fazer um grande esforço para recordarmos alguma menos positiva.

neste sentido as histórias à boleia são imensas, quer em Portugal quer no estrangeiro, e os bons momentos foram tanto no nosso país como fora deste, com mais ou menos constrangimentos em termos linguísticos e culturais, a generosidade que reconhecemos no outro com este tipo de viagem supera todas as possíveis barreiras encontradas, principalmente, por quem nunca saiu da sua zona de conforto.

contudo, depois de habitualmente nos perguntarem “como fazem para andar a boleia?”, a constatação seguinte surge sem receio: “mas viajar à boleia é perigoso!”.

bom, pode ser. mas da mesma forma que não sabemos se a Papua Nova Guiné é um país perigoso (porque nunca lá estivemos), é curioso para alguém que nunca viajou à boleia fazer uma afirmação assim.

se temos sorte? talvez, mas depois de tantas experiências positivas, porque não considerar que as experiências negativas é que constituem algo de azar?

“ quais os países? e porquê?

a escolha dos países a visitar foi feita de acordo com vários critérios e tendo por base as nossas decisões em relação à forma como vamos viajar e aos recursos que pretendemos gastar.

contudo, acrescentámos dois outros recursos a que até então não nos tínhamos referido: o tempo, e não menos importante numa viagem, a energia (cremos no entanto que não nos vá faltar!).

neste sentido, tal como pode ler-se abaixo (no alinhavo do roteiro), a viagem preconiza uma volta ao mundo longitudinalmente, ou seja, seguindo paralelamente à linha do equador. partimos em direção a Este de forma a podermos sair por terra e a afastar-nos de casa pouco a pouco, o que tornou a viagem algo mais natural.

na Europa, conhecemos novos lugares e novas pessoas, visitámos amigos e conhecidos, mas também reencontrámos lugares dos quais gostamos e aos quais quisemos por isso voltar.

ao longo desta nossa viagem, pretendemos igualmente passar por lugares de interesse histórico e cultural, de acordo com as nossas motivações pessoais. contudo, tendo em o conceito e o tempo limite, não poderemos visitar todos os lugares que desejaríamos.

a título de exemplo, gostaríamos de ter visitado a Índia, mas existiram vários fatores que nos impediram: 1.a instabilidade no Paquistão (que torna arriscado cruzar o país à boleia), 2.as tensões entre as fronteiras a ocidente entre China – Índia, 3.a dificuldade de conseguir um visto de mais de uma entrada, 4.os milhares de quilómetros que seriam necessários percorrer para ir até ao sul da China e seguir até à India, forçando-nos a voltar quase pelo mesmo percurso, 5.a fronteira com o Myanmar estar fechada e por isso termos de seguir em direção ao Sudoeste Asiático passando outra vez pela China.

são constrangimentos deste tipo que pautaram a escolha dos países a visitar. porém, não significam que passemos por zonas de menor interesse, mas sim por lugares menos conhecidos, com menos turistas.

num outro olhar temos sempre liberdade e alguma margem para alterar o nosso roteiro. podemos sempre decidir para onde ir, como ir e com quem ir, o que faz – mais ainda, desta viagem, a nossa viagem.

assim:

Portugal ♥ Espanha ♥ França ♥ Itália ♥ Eslovénia ♥ Croácia ♥ Sérvia  Macedónia ♥ Grécia ♥ Turquia ♥ Geórgia ♥ Arménia ♥ Irão ♥ Turquemenistão ♥ Cazaquistão ♥ Quirguistão ♥ China ♥ Vietname ♥ Camboja ♥ Laos ♥ Tailândia ♥ Malásia ♥ Singapura ♥ Indonésia ♥ Timor-Leste ♥ Austrália ♥ Nova Zelândia ♥ Chile ♥ Argentina ♥ Bolívia ♥ Brasil ♥ Equador ♥ Colômbia ♥ Panamá ♥ Costa Rica ♥ Nicarágua ♥ Honduras ♥ Guatemala ♥ México ♥ Estados Unidos da América ♥ Canadá ♥ Portugal

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