p’lo outback Australiano

Foi depois do primeiro voo desta nossa volta ao mundo que chegámos de Díli a Darwin, na Australia. Uma hora e meia: de medos, de excitação, de nervosismos, de anseios. Uma hora e meia de nós.

Com 9 horas e 30 minutos de avanço, face ao fuso horário de Portugal, souberam pela primeira vez, ao seguir pelo computador, que chegámos bem. Sãos e salvos, apesar de todo o medo sentido por um de nós nos ares. Mas, o pior, estava ainda para vir:

Pegámos nas mochilas, afeitos a um novo mundo, e acabaram ali mesmo com os nossos sorrisos, quando barrados pela imigração. Na verdade, a falha foi nossa, mas não fazíamos ideia de quão grave havia sido.

Começaram por perguntar-nos se trazíamos nas mochilas bens alimentares. Não – respondemos, sem que pudéssemos alguma vez ter noção do perigo presente nas nossas palavras.

A verdade é que tínhamos uma das mochilas cheias de presentes recebidos no ano novo, vindos de Portugal: coisinhas boas e do bem. A nossa querida quinoa. Os nossos queridos chouriços de soja. A aveia, o côco ralado, a manteiga de amendoim. Mas achámos que seria tão irrelevante, que sem qualquer sentimento de omissão respondemos.

Sabíamos ser proibido entrar com carne, e isso não tínhamos… portanto, lavámos assim as nossas mãos!

Começámos por ser informados que no RX tinham identificado a comida e acabámos, ali mesmo, com as mochilas abertas.

A sorte? A sorte é que, de coração, não agimos por mal. Não havia nada a esconder. Fomos irresponsáveis e agimos com uma leviandade não desejável – certo. Mas nada mais que isso. E as lágrimas encheram-nos os olhos, na eminência de ficarmos sem nada.

Agora, recordamos com gratidão a voz daquele senhor baixinho e sério: “Arrumem tudo e podem ir, mas não repitam a proeza. Numa situação normal, tinham a pagar 400 dólares de multa”.

E corremos. Fugimos dali o mais depressa que conseguimos.

Tínhamos, sem dúvida, mil borboletas na barriga.

Mas abraçámo-nos: felizes. E aliviados!! Tão aliviados.

Na sala de espera, no aeroporto, encontrámos o nosso couchsurfer. No carro, à nossa espera, tinha a sua esposa. E, para eles, há poucas palavras. Foram incríveis! Do primeiro, ao último momento. Conversámos, partilhámos histórias de vida, profissionais, viagens, amores; demos a volta à cozinha, fizemos iguarias, vimos o pôr-do-sol e fomos claramente bem-afortunados.

Em Darwin, acabámos por ficar um dia a mais, e em todos eles dormimos muito, batendo recordes de 12 horas! Na cidade de Darwin, conseguimos encontrar uma amiga timorense, de um amigo português que conhecemos em Díli. Mas o tempo nem sempre esteve do nosso lado: embora quente, de chuva.

Foi também lá que trocámos o nosso dinheiro e deu ainda tempo para visitar o afamado ao museu da cidade, sobre a Australia, onde pudemos conhecer todos os animais venenosos habitantes do país e a realidade face à cultura tradicional – a história das pessoas aborígenes.

Estas, as pessoas realmente nativas, sofreram muito. E sofrem ainda hoje. Sao pretas. Têm pelos. Comportam-se de uma forma diferente. Andam descalças. São livres. E não aceitam, nem conseguem desculpar aquilo que os famosos e bravos brancos fizeram quando lá chegaram. Não obstante o genocídio, roubaram crianças, roubaram terras, roubaram vidas. E hoje, são ainda vítimas de racismo perante a sociedade que lá habita, tirando claro raras excepções daqueles que lhes dedicam a vida. E esta é, na verdade, a verdadeira história da magnífica Austrália, que de magnífico tem pouco.

– Mas foram eles, os aborígenes, que por várias vezes nos deram boleia e que sempre chegaram perto para conversar, pelas ruas desertas das cidades quase fantasma do norte. E sim, estão desfasados da sociedade, desfasados do mundo em que as obrigam hoje a viver. –

Nos três dias passados em Darwin, ficámos inevitavelmente chocados com o vazio da cidade, sendo que claro vínhamos habituados a países de terceiro mundo, com pessoas sempre por todo o lado. Custou-nos a frieza das pessoas e fez-nos falta o calor humano, os sorrisos e a cortesia.

Ao quarto dia, partimos. Deixamos a casa cedo, de manhã. Arrumamos tudo e saímos. Caminhámos até à estrada principal para nos pormos à boleia e ali ficámos. O tempo estava encoberto, fazia algum calor e volta e meia chovia, em forma de aguaceiro. Na paragem de autocarro mais próxima encontrámos onde abrigar as mochilas e ali ficámos, por perto, de placa à vista e dedo esticado, à vez.

E, nos entretantos, defrontámo-nos com as mais estranhas pessoas: de bêbados, a loucos: calhou-nos passar de tudo por nós.

O dia passou-se, e não houve ninguém que parásse. Nem tão pouco para oferecer ajuda. Ninguém. O lugar talvez não fosse o melhor, mas não era de todo o pior. E os carros, esses, tinham por certo onde parar – se quisessem.

Já quando o sol se preparava para se despedir no horizonte, parou uma senhora. Disse-nos, com pesar no olhar, que já nos tinha visto de manhã quando ia para o trabalho. Também tinha andado a boleia, sabia bem o que estávamos a viver. E, sem rodeios, lamentou não ter parado mais cedo, na crença de que alguém o fizesse, e ofereceu-se para nos levar para sua casa. Mas os nossos corações gritavam. Não era dia para desistir. Era de dia de andar para a frente.

Assim, deixou-nos com o seu número de telefone, num lugar já fora da cidade, onde por certo acreditou ser melhor; com o compromisso entre nós de que, caso ninguém parasse, nos voltaria a buscar para que dormíssemos em sua casa.

Queríamos ir para Katherine, a 300 quilómetros de Darwin, onde ainda estávamos: a mais de 3 horas de caminho e onde nos esperava um casal de couchsurfers.

Ali, naquele novo lugar, pararam mais carros. Nenhum ia na nossa direcção, a princípio, até parar, por fim, um jipe. Era um aborígene. Era enorme. Grande e gordo. Com uma voz foraz. Mas não nos intimidou: o seu olhar era doce.

Levou-nos, partilhou a medo a sua história e acabou por nos deixar na casa da nova família. Ela era irlandesa, ele australiano. Chegámos já de noite, tarde, pouco mais deu que para apresentações e dormir.

Mas além de cansados, estávamos serenos e desafogados.

Tínhamos conseguido!

E adormecemos assim, abraçados, depois de um banho refrescante, debaixo da nossa rede mosquiteira, com a ventoinha apontada para nós.

Ali, embora o plano fosse de ficar só uma noite, acabámos por pedir para alongar a nossa estadia – e ainda bem que o fizemos.

Descansámos. Ficámos em casa. Fizemos um batido de banana e manteiga de amendoim. Cozinhámos para todos. Lavámos roupa. Escrevemos e dormimos. A aldeia era muito pequena. A casa era grande e desorganizada. Tinham um gato. E baratas! E, o mais especial, tinham um cd da Mariza e já a tinham visto ao vivo.

Partimos então na manhã seguinte, rumo ao famoso Outback. De casa, recebemos uma boleia até um bom lugar para pedir boleia. Não estávamos preocupados, mas tínhamos em nós aquele receio miudinho: os últimos dias na estrada não tinham sido fáceis, mas trazíamos em nós dois fé. Muita fé. E amor.

Então, brincámos. Viajámos dentro da nossa própria viagem. E desfrutámos do que a vida nos estava a oferecer.

Com ternura.

O lugar era deserto e tinha poucas sombras. Esperámos por várias horas, com um calor já soberbo, embora fosse ainda cedo. Até parar uma carrinha. Era um rapaz com uma história incrível: trabalhava nas comunidades aborígenes contra o absentismo escolar das crianças e era apaixonado pelo que fazia.

Mas no lugar em que nos deixou, sofremos. Esperámos quase 7 horas, entre o desespero do calor e do vazio. Vimos a esperança dissipar-se. O nosso olhar pedido.

Estávamos ali, no outback. Só nós. E os aborígenes que pelas ruas deambulavam.

Os carros que passavam: e contávamo-los pelos dedos de uma mão.

E foi quando já fazíamos contas às horas, que parou uma senhora aborígene. Sorria, pelos olhos, na alegria de nos poder ajudar.

E assim se vê que foi perante aqueles a quem a história da vida foi injusta, que tivemos sorrisos, ajuda, amizade: os aborígenes, ou indígenas. Na verdade, pouco se sabe sobre estes fora da Austrália, pouco se fala ou desenvolve. Mas nós chegámos-lhes perto.

Ia de caminho para um funeral, porque não interessa quantos quilómetros são – dizia, a tradição que traz une sempre a família.

A viagem atribulada, feita já no escuro da noite, foi de 600 quilómetros, por estradas de longas distâncias sem iluminação, rede telefónica ou estações de serviço, com muitos cangurus e muitos destes infelizmente apanhados pelos carros. E vimos também muita vida selvagem, parte dela tão perigosa, como cobras, aranhas, centopeias, sapos; tudo venenoso e, até, letal.

E, na mais violenta das vivências, registámos o momento em que atropelámos dois cangurus, pequenitos, que se atravessaram na estrada. Assustámo-nos. Sofremos. E o carro seguiu.

Deixou-nos passava já das 23:00h, em Tennant Creek, no nosso destino. E, num bar, esperava-nos o nosso couchsurfer.

As apresentações foram rápidas, entre amigos e, sem demoras, estavamos de banho tomado, em sua casa, prontos da dormir. Cedeu-nos a sua cama de casal, o seu quarto e até a sua casa; porque mesmo tendo planos com a namorada, não deixou de nos hospedar.

No dia seguinte, debaixo dos muitos graus escaldantes e dolorosos, palmilhámos a cidade na procura de uma couchsurfer que também tinha aceite hospedar-nos. E por entre a confusão dos números das casas e dos nomes das ruas, lá chegámos.

E o seu ar condicionado e um refresco, nunca souberam tão bem!

Ali, na sua casa, conhecemos também outros dois viajantes, franceses, com a mesma rota que nós. Animámo-nos, silenciosamente, com a possibilidade de nos poderem dar uma boleia no dia seguinte, mas tinham o carro atulhado e definitivamente sem espaço. Pena, pensámos – novamente em silêncio entre nós.

Mas entre nós não silêncios: há palavras por dizer, mas que os olhos não deixam perdidas.

É muito mais que magia.

O sol nasceu radioso, na manhã seguinte. Vimos-lhe os raios atravessar a janela. Não estávamos ainda certos do nosso plano, não sabíamos bem dose deveríamos partir ou não, mas sabiamos que o mais certo seria seguirmos rumo à costa. Não tínhamos poiso confirmado, mas tínhamos o farnel pronto.

Era então já mais tarde que o previsto, quando ganhámos uma boleia do nosso couchsurfer até à estação de serviço da saída da cidade. Tínhamos 700 quilómetros para fazer até Mount Isa, mas ainda não tínhamos casa confirmada para ficar. Estávamos, portanto, entregues ao sabor do vento, esperançosos com o rumo que o dia que tínhamos pela frente podia levar.

Na bomba de gasolina tivemos pouca sorte perante os carros que fomos abordado. O calor, uma vez mais, era desesperante e só as pequenas sombras nos valiam.

Mas sorriamos. Sempre.

Até parar um jovem, estranho de tão extrovertido e humilde, que almejava encontrar quem lhe desse dinheiro para combustível. Lamentámos não poder ajudar; mas foi nesse momento que nos prometeu que se arranjasse quem o fizesse, que nos daria boleia.

A verdade? Não acreditámos que fosse acontecer.

A verdade novamente? É que aconteceu!

A viagem foi do mais hilariante, sendo que até para conduzir nos pediu. E, sem sombra de dúvidas, era um bom rapaz. Pobre, mas modesto, simples e despretensioso.

Mas, infelizmente, o combustível chegou ao fim, e acabou por nos deixar numa aldeia, novamente vazia, já perto do pôr-do-sol.

Pedimos boleia, enquanto o lusco-fusco nos permitiu. E, divididos entre a esperança e a certeza, enquanto procurávamos pelo melhor lugar para montar a tenda, fizeram-se de novo ouvir os seus raters.

Tinha uma vez mais encontrado quem lhe emprestasse dinheiro, e assim fomos até Mount Isa juntos.

Sem sítio para ficar, pedimos-lhe que nos deixasse no Mc Donald’s da cidade, onde pudemos conectar-nos à internet mesmo estando fechado e ver que tínhamos um couchsurfer para nos hospedar. Infelizmente, dada a hora, tardia, tinha entrado ao serviço e só nos poderia abrir a porta de manhã.

Não dormimos. Descansámos num banco de jardim à saída da cidade enquanto esperámos que amanhecesse. E consideramos este como tendo sido um dos dias mais duros em viagem.

Cansados, começámos com o nascer do sol à boleia.

Uma vez mais, não havia quem parasse: até encostar um jipe. Parecia tão bom para ser verdade, que nem queríamos acreditar. Mas embora tenha sido de coração e com boa vontade, adiantou-nos somente uns 2 quilómetros. Ia para uma quinta ali perto, mas ficámos gratos por nos ter dado o que podia.

Estávamos então num verdadeiro deserto, onde havia uma árvore despida, com uma fraca sombrinha.

Não eram ainda 7 horas e o calor era já intolerável – mas pouco ou nada podíamos fazer, senão esperar, com a ajuda da sombra do nosso chapéu de chuva.

Quase sem água e sem boleia, decidimos à vez render-nos ao sol e procurar por água. Nada mais nos restou senão caminhar e procurar por moradias onde pudéssemos pedir que nos enchessem as garrafas de água com água da torneira, mas a missão não foi fácil.

Na primeira casa, até água da mangueira do jardim nos foi recusada.

Desumano.

E depressa nos consciencializámos, ali mesmo, que as pessoas, diferentes, eram definitivamente pouco acolhedoras. Fizeram dos nossos dias, os dias mais insuportáveis desta viagem, por entre a sede que sentimos e os pedidos de ajuda negados.

Mas foi também nas pessoas, nas que menos esperávamos, que encontrámos consolo.

Mais tarde, conseguimos finalmente quem nos deixasse utilizar a mangueira do jardim para ter água e um camionista que nos quisesse levar. Foi por pouco tempo e deixou-nos na entrada de outra aldeia, onde voltámos a tentar ficar escondidos debaixo de uma árvore – mas foi uma grande ajuda.

Ali, conspirámos. Conversámos. Reclamámos. Rimos.

Dançámos. Suámos.

E fizemos apostas!

Até que parou uma alemã. Na verdade, passou por nós, não parou e voltou para trás, convencida de que tinha de nos ajudar. E assim o fez, levando-nos até à sua cidade, Julia Creek.

Quando nos deixou, não sentíamos as pernas. Estávamos extenuados. Exaustos. Esgotados.

Pelo calor. Pelo cansaço.

Mas não era altura de desistir.

De fato, acreditámos sempre que seria possível chegar à costa, a Townsville.

E foi por entre queixas e fraquezas, crenças e pedidos, que parou outro camião! E o melhor, tinha ar condicionado – o que por norma detestamos, pelas dores de garganta que nos provoca; mas que ali nos levou ao céu!

Ia até Richmond, onde nos deixou já ao anoitecer, ainda a 500 quilómetros da nossa meta.

A cidade era despovoada, uma vez mais. Não havia pessoas, nem supermercado, nada. Mas o clima era calmo e de segurança. Havia uma bomba de gasolina, onde até as coisas fora de prazo se vendiam, em promoção; e onde registámos o recorde de uma água de 50cl por 5 dólares. (Contudo, foi nesta mesma bomba de gasolina que nos sentimos salvos, no momento em que pedimos um copo com gelo e este nos foi cedido – porque não, a nossa água não estava bebível: de tão morna, tão mole).

Não quisemos dar-nos por vencidos de imediato, e por isso deixámo-nos ficar de dedo esticado até a noite cair na escuridão.

Depois disso, nada mais nos restou.

E, recordamos, estávamos tristes.

Mas por entre essa tristeza, sabíamo-nos fortes. E juntos!

Descobrimos então onde apanhar wi-fi aberta, numa biblioteca fechada. Tentámos, sem sorte, enviar alguns pedidos de couchsurfing à última da hora e jantámos as bem-ditas papas de chia e açaí que trazíamos ainda na mochila. Estava tanto tanto calor, que mais nada nos apetecia.

E, para ajudar, havia mosquitos, aranhas, bichos e bichinhos por todo o lado.

Sem remédio, e na tentativa de remediar, fomos até ao posto de polícia, que encontrámos no mapa que trazemos, perguntar onde seria seguro acampar: mas nem isso estava aberto.

Pelo caminho, contudo, descobrimos uma torneira com mangueira, no jardim do posto dos correios: e foi ali mesmo que tomamos banho, por entre uma aventura desmedida, risos e cumplicidade.

Vestimos roupinha lavada e montámos a tenda – no jardim da biblioteca. E assim, afortunados, estávamos num campismo de luxo, com banhinho, wi-fi e luz.

E, a bem dizer, a tristeza tinha dado lugar à paz. À esperança.

E ao amor, sob as estrelas.

Uma vez mais, o nascer do sol chamou por nós: mesmo que moídos.

Mas estávamos de ‘forças’ renovadas. E a esperança no auge!

Pusemo-nos à boleia e cruzámos os dedos. Tudo a correr bem, e a noite seria diferente!

Mas a manhã passou-se: e nada.

– A não ser a inesperada visita dos amigos franceses que havíamos feito em Tennant Creek. Cruzaram-se ainda no nosso caminho e, nesses instantes, pararam mais que nunca outros carros, enquanto continuávamos a pedir boleia: pensando estes sempre que era o carro deles avariado e não propriamente nós a pedir boleia. –

Já de tarde, e quando rogávamos já pragas a todos os deuses das boleias, parou com a maior tranquilidade deste mundo, um francês com a sua campervan, com o mesmo desitino que nós!

Foram largas horas de viagem, mas avistámos finalmente a costa – onde, adiantamos já, fomos tão felizes!

Percebemos, ali, que o outback australiano é um difícil de descrever e fácil de sentir. Descobrimos, por lá, uma versão do país muito verde e ao mesmo tempo um cenário desértico, avermelhado, plano e sem fim. Descobrimos depressa que o céu parecia palpável e que era talvez o mais bonito que alguma vez tínhamos visto.

E também as estradas infinitas no horizonte e cor-de-laranja fizeram o nosso encanto, ao longo de vários dias, onde as temperaturas médias estiveram sempre acima dos 40 graus – mas onde andar à boleia foi um verdadeiro desespero.

Naquele momento, foi difícil deixar partir o nosso novo amigo, sozinho na sua campervan, entregue ao destino da noite; enquanto a nós nos esperava um banho refrescante e uma couchsurfer para nos acolher. Mas, no fundo, viajar é isto mesmo.

Uns dias de sol, outros de chuva.

E foi assim que, com pequenas ajudas e muitas mais histórias, conseguimos fazer 2500 quilómetros em sete dias.

Abraçados, emaranhados na nossa paixão.

Entre nós.

E pelo mundo!

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