malaiosingapurenses

Iamos nervosos, a medo. E não era por mais nada senão pelo temor da pena de morte por tráfico de drogas. Há sempre histórias sobre inocentes incriminados, a quem por obra do azar foi colocado um saquinho na mochila – dizem.

Estávamos na fronteira da Malásia, acabádos de atravessar a fronteira da Tailândia, era 1 de dezembro.

Então, de forma a que nos acalmassemos antes de pisarmos fronteira, demos volta às mochilas. E mais descansados, seguimos então até ao controlo policial, onde os procedimentos foram simples. Tão simples que nem nos revistaram as mochilas, carimbaram-nos os passaportes e seguimos. Aliviados.

E felizes!

Conseguimos depois uma boleia, até perto de Penang, a ilha para onde iamos. Era um expat. Já não era novo, mas era muito simpático e a sua ajuda foi preciosa. Deixou-nos numa estação de serviço, depois das portagens que o permitiam seguir para longe, a cidade para onde na verdade ia. E ali, esperámos pela nossa couchsurfer, que amavelmente com o seu marido se ofereceu para nos ir buscar.

Estes, também já não eram novos. Ela das Filipinas. Ele malaio. De um humor caraterístico, com um estilo de vida acima da média e verdadeiros mãos-largas, convidaram-nos para almoçar, logo depois lanchar e ainda jantar. Sempre com uma grande disponibilidade, sorrisos no rosto e com uma família muito doce.

A noite, passámo-la em casa de um cunhado, seu vizinho, também muito doce. Conhecedor do mundo, trabalhador da USNavy, humilde e genuíno, com quem gostámos muito de partilhar ideias, pensamentos e histórias de vida.

Na manhã seguinte, depois de um pequeno-almoço muito diferente e muito parecido com um almoço indiano, levaram-nos até ao porto e lá apanhámos o ferry desde o continente para George Town, na ilha de Penang.

Na ilha passámos duas noites, em lugares diferentes, com pessoas diferentes e histórias de vida diferentes. Mas sempre felizes.

O tempo não nos presenteou com sol nem dias de abertas. Não nos presenteou com a possibilidade de ir à praia, mas permitiu-nos visitar o que trazíamos em mente como imperdível.

E como a primeira noite seria num extremo da ilha, decidimos aproveitar a tarde para dar uma pequena volta pela cidade. Começámos então por logo à chegada apanhar um autocarro gratuito que nos deixou já perto do centro; e por ali ficámos, na esperança de encontrar um lugar para deixar as mochilas – o que não aconteceu. Nesta missão não fomos bem sucedidos. Fomos recusados por várias vezes, até que desistimos. E já mais tarde, resignados com o facto de não termos coragem para visitar o que quer que fosse carregados, resolvemos sentar-nos perto de uma espécie de centro comercial e um café.

Ali mesmo, pensámos – porque não? Porque não experimentar?

E arriscámos. Do chão fizemos um expositor. Das nossas fotografias, obras de arte. E em pé, colocámos o cartão que haviamos escrito em breves palavras a nossas história.

Não trazíamos em nós grandes expetativas. Os nossos olhares diziam que em última instância guardaríamos a fotografias connosco e connosco se preciso fosse chegariam a Portugal. Mas sem que dessemos por isso, tinhamos olhares somados aos nossos. Vários. Várias pessoas, que iam e vinham. E que nos queriam ajudar!

Então, em pouco mais de uma hora, tinhamos entregue várias fotografias e recebido longos elogios. Cada um que passou, deu o donativo que quis e levou as fotografias que entendeu. E o nome do nosso blogue também.

Estávamos felizes: desta tinha corrido mesmo bem!

Seguimos depois ao final do dia para Batu Feringhi, depois de termos conseguido uma boleia direta de uma neo zelandesa! Lá, fomos hospedados por um couchsurfer Iraniano (que bom foi falar farsi de novo!), na companhia de um casal viajante, com quem cozinhámos, cantámos e sonhámos.

Viajar é realmente um mundo! Intenso.

Na manhã seguinte, voltámos a George Town com uma boleia direta e sem que a espera fosse longa. Encontrámos depois o nosso novo couchsurfer e foi em sua casa que descarregámos as mochilas e conhecemos duas viajantes. Todos malaios, mas todos com descendência chinesa, falavam entre si em inglês; o que acontecia com tantas outras pessoas locais que acabámos depois por conhecer!

E, os cinco, passámos o dia. Palmilhámos a cidade, descobrimos ruas perdidas e obras de arte sem fim. E conseguimos ainda entregar mais algumas fotografias a troco de donativos!

À noite, metemos mãos à obra, e do nosso amor ao vegetarianismo saiu um magnifico prato para o jantar. 🙂

Na manhã seguinte, para deixar a ilha, conseguimos uma nova boleia até ao porto: um casal animado com a nossa história, incrédulo e espantado. E já no porto, conhecemos também um senhor encantador e muito conversador, que depois em terra continental fez questão de nos convidar a visitar a sua cidade.

Pessoas que nos enchem o coração!

Do lado de lá, caminhámos debaixo de sol intenso e sabiamos que assim tinha de ser. Não adiantava pensar que custa ou que queremos parar. Não adianta reclamar ou choramingar, mesmo que por vezes seja inevitável! E a parte boa foi que conseguimos depois uma boleia até à autoestrada e uma outra logo depois até Kuala Lumpur.

Estávamos então finalmente quase quase no nosso destino, já no lusco-fusco do dia, rotos, mas felizes. E concretizados.

No lugar em que ficámos, ainda a alguns quilómetros da nossa proxima couchsurfer, restava-nos caminhar e procurar uma nova boleia. E assim fizemos, mas não sem antes procurar um supermercado ali nas imediações de forma a avaliar as promoções de final de dia existentes.

E foi lá, no supermercado em que entrámos, que sentimos a verdadeira essencia de Kuala Lumpur. A mistura, a multiculturalidade, as línguas, os cheiros, as diferenças, a desarmonia na harmonia… a verdadeira Malásia. Eram indianos, chineses, indonésios, persas, árabes, tailandeses, e o que mais houvesse. E o inglês, como lingua comum.

Uma graça, não é?

Estavamos absorvidos pelo que nos rodeava e quase esquecidos do nosso objetivo, mas depressa nos focámos, depois de descoberto o grande carrinho de promoções: eram batatas, legumes, goiabas, águas de côco… tudo a um preço imbatível. E estava assim assegurada a nossa sobrevivência a baixo custo para os dias seguintes!

Saímos então do supermercado, não só com as nossas grandes mochilas, mas também com um grande saco de compras. E partimos à boleia.

Não foi fácil, mas também não podemos dizer que foi difícil. As estrelas jaziam já no céu, e noutro lugar qualquer poderiamos até acreditar que seria mesmo difícil conseguir ali, onde estávamos, uma boleia. Mas não foi. Demorou um pouco, mas não tardou. Era uma jovem russa e por entre histórias e surpresas, num instante estávamos em casa!

A Noor, a nossa nova couchsurfer, malaia e muçulmana, tinha uma forma peculiar e exigente de viver, mas sempre aberta e sorridente para connosco! Com o seu namorado, proporcionaram-nos uma estadia recheada de partilhas.

No decorrer das quatro noites que ficámos em Kuala Lumpur, aproveitámos tudo quanto a cidade tinha para nos oferecer: utilizámos os autocarros gratuitos, andámos à boleia no trajeto casa-centro e vice-versa, assistimos ao espetáculo de danças tradicionais gratuito, visitámos os jardins, parques e torres, a Little India e China Town, publicitámos as nossas fotografias e ainda conseguimos conciliar o nosso tempo de forma a encontrar amigos de infância – a viver nos últimos anos em Dili, Timor-Leste e com quem partilhámos um almoço delicioso, uma tarde fantástica e uma ida ao lindíssimo museu da cidade.

– E se para muitos um encontro, não passa disso; para nós foi muito mais. Foi força. Foram sorrisos. Foi desejo. Foi amizade. Foi conforto.

De KL guardamos também uma aventura desmedida e inesperada, a de entrar num evento como convidados, sem o termos sido realmente. Era a apresentação de uma marca de carros e como grande surpresa tinha um menu buffet groumet e ser servido, com opções vegetarianas. E para quem estava a fazer contas à vida, sobre como encontrar um supermercado de portas abertas, foi ouro sobre azul! Deliciámo-nos e desfrutámos, deslumbrados no meio da pequena multidão.

E chegou a altura de partir para Malaca, a antiga cidade portuguesa, mais a sul. Para lhe chegar, precisámos de quatro boleias e muitas histórias, várias horas e algum esforço. Mas no fim, no fim dizem que termina sempre tudo bem.

Ora, das quatro boleias que apanhámos, a primeira foi quase à porta de casa. Esticámos a nossa linda placa e parou um senhor indiano, com tanto de religioso como de amoroso! Onde nos deixou, caminhámos um pouco e voltámos a esticar a placa que trazíamos. Mas aí, atraiçoou-nos a chuva que se fez sentir e que muito, como sempre, nos atrapalhou. Conseguimos, ainda assim e pouco depois, uma nova boleia de uma iraniana. Por fim, apanhámos boleia de um camião e de um carro com estudantes, que acabaram por nos deixar mesmo em frente à casa da nossa couchsurfer.

Era dona de um Hostel. Vivia nele. E às escondidas dos seus hospedes, hospedava (e hospeda) couchsurfers. A casa, antiga, com alguma falta de manutenção, acabou por criar algum impacto à nossa chegada e foi durante a noite que percebemos que, além de não podermos cozinhar, chovia no quarto e tinha ratos. Mas nem tudo era menos bom, porque ter um teto e abrigo é tudo quanto desejamos.

Demos então asas à nossa imaginação, e de uma cama de solteiro fizemos uma cama de casal. Da impossibilidade de cozinhar, fizemos os melhores jantares. Nos cafés e restaurantes encontrámos wi-fi e nos supermercados vários descontos. E desfrutámos de Malaca como bem merece.

Uma cidade linda, merecedora de visita e tão especial, inundada de diferenças culturais, de pessoas distintas e tão portuguesa!

Abraçámo-nos.

Tudo fica bem no nosso abraço. Naquele que nos faz ser um: um só.

Com a mais valia de na vila Portuguesa nos sentirmos em casa. Naquela casa que é Portugal, onde conhecemos o famoso Senhor Jorge Alcântara: malaio, filho de portugueses, já velhinho e ainda com canções tradicionais na ponta da língua.

Uma inspiração que nos ficou cravada.

Também em Malaca tivemos a visita inesperada de uma infeção urinária; abençoada no lugar em que se manifestou. Pudemos ali encontrar uma clínica governamental onde fomos atendidos sem demoras e por um preço muito, muito simpático, com análises e medicação incluída. E assim nos resolvemos, percebendo que o corpo também sabe pedir descanso, mesmo quando não lho queremos dar.

Parecendo que não, estávamos à data à 9 meses em viagem. (E não que a energia se esgote, mas já sonhávamos com Timor-Leste e a merecida pausa que combinámos lá fazer.)

Partimos então ao final de duas noites para Johor Bahru, a fronteira com Singapura. Até lá, conseguimos três boleias muito especiais, onde conhecemos uma família muito especial (que fez questão de nos oferecer dois perfumes da perfumaria onde trabalhavam), um jovem muito castiço e três malaias com origens indianas, cuja gargalhada era imagem de marca!

Com estas, fizemos a grande parte do caminho; sempre animadas e perdidas de riso. Até mesmo no momento em que decidiram levar-nos até à fronteira e acabaram por entrar nesta, tendo de pagar para voltar atrás!

Escusado será dizer que tentaram ajudar-nos em tudo quanto puderam; mas nem tudo correu bem!

Por se terem enganado e terem passado para lá da fronteira, acabaram por nos deixar já depois da emigração e seguiram. E lá, com medo que a polícia nos fizesse recuar e enfiar num autocarro, pedimos boleia no imediato e boca a boca. E foi logo o primeiro jovem que abordámos que disse que sim, que nos levaria a cruzar a ponte sem problema.

Então depressa e sem pensar, enfiámo-nos no seu carro, e seguimos.

Estávamos aliviados. Por tudo.

Estávamos a caminho de Singapura. E estávamos a passar a ponte dentro de um carro, o que nos facilitaria a vida para apanhar boleia do lado de lá.

E sim, estávamos nervosos. O tráfico de droga é igualmente punivel com pena de morte. E claro, tinhamos medo. Porque por mais que olhemos pelas nossas mochilas, nunca se sabe.

Mas não havia tempo para pensar. Só para agir.

Estavamos então em cima da ponte, já a meio caminho, satisfeitíssimos por ter dado certo o plano de chegar de Portugal a Singapura sempre à boleia; quando avistamos a fronteira singapurense e nos questionamos: mas afinal, e o carimbo de saída da Malásia?

Ofegantes, quando o jovem que nos estava a dar boleia diz que foi lá atrás, antes da ponte, na migração, que o fez, saltámos do carro. Pedimos educadamente, mas muito atrapalhados e confusos, que parasse e nos deixasse sair: ali mesmo, no meio da ponte, no meio dos carros, no meio do mar. Em terra de ninguém.

Agarrámos nos sacos, nas mochilas e em nós. Literalmente, porque as forças que nos moveram não sabemos ainda hoje onde fomos busca-las.

E quase corremos, com os passos largos a que nos moviamos. Assustados.

E voltámos à estaca zero.

Abordou-nos logo a principio um guarda, que claro estranhou a nossa presença, ali, mais ainda a pé. Conseguimos depressa explicar-nos e depressa estávamos perante aquele que controla a secção da migração. Pouco simpático, ordenou-nos que nos dirigissemos para o piso superior, onde poderiamos apanhar o autocarro que atravessa a ponte e, lá, carimbar o passaporte.

Mas não era isso, não era nada disso que nós queríamos.

E por entre vários guardas, várias mudanças de lugar e diferentes histórias, lá conseguimos mais longe e longe de todos os olhares atentos dos controlos da ponte, uma boleia.

Era um casal e o senhor parou a medo. E quando o medo lhe passou, já queria dinheiro. Mas no meio de toda esta conversa, sem que tivessemos ainda entrado no carro, aparece novamente a polícia. Tememos por nós, achando que iriam proibir-nos de apanhar boleia, mas não o fizeram. Pediram apenas que nos despachassemos, e assim o fizemos. E foi aí que o casal acedeu e nos levou sem qualquer contrapartida.

E desta, conseguimos finalmente, e de carro, passar corretamente a ponte e todos os serviços necessários, carimbando o passaporte e cumprindo todos os tramites legais.

Depois de atravessado o mar e chegados a Singapura, o trânsito era infindável. Pára-arranca por várias horas e uma longa espera. Preenchemos os papéis necessários para a entrada no país e conversámos sobre tudo um pouco. E foi através da nossa conversa que percebemos que não eramos só nós quem tinha receio de ter alguma substância ilicita nas mochilas. Também o casal que ali estava, tentando ajudar-nos, tinha esse medo. Um medo legitimo, para quem esta a dar boleia a dois estranhos.

Mas racionalmente estavámos tranquilos: porque haveria alguém de ter colocado o que quer que fosse nas nossas mochilas, quando o nosso roteiro é do mais incerto que pode haver?

E no momento em que a policia pediu para abrir a bagageira, estremecemos.

Mas não passou disso – perguntaram-nos se nas mochilas tinhamos algo a declarar, ao que respondemos não. E terminou por ali. Num jogo de confiança. Justo, porque não tinhamos efetivamente nada a declarar. E seguimos. Aliviados, os quatro, e finalmente livres da confusão que é efetivamente atravessar a ponte da Malásia para a Singapura.

E tinhamos entrado no nosso 26º país desta viagem. A Singapura. O ponto mais distante de casa a que conseguiamos chegar por terra e à boleia. E assim o fizemos!

Sentimo-nos gloriosos. Orgulhosos. E felizes, muito felizes.

Missão cumprida com sucesso e muito amor, pensámos. E nem tudo foi fácil: o caminho fez-se de momentos agridoces. Difíceis. Fáceis. Bonitos e outros que nem tanto. Mas caminhámo-lo juntos, na certeza que foi no pior de nós que encontrámos sempre mais um novo espaço para amar. E crescer.

Juntos.

Sempre juntos.

Já em Singapura, deixaram-nos na estrada que escolhemos e na qual poderiamos tentar pedir boleia enquanto esperavamos um autocarro urbano passar.

Era já noite escura, muito negra. E os carros desciam a avenida, a grande velocidade. E eram mais táxis que privados. Até aparecer lá ao fundo aquele que sabiamos ir até à porta de casa da amiga que nos esperava! Custava 2,60 dólares singapurenses. Mas sabíamos bem que na carteira só tínhamos uma nota de 2 dólares, oferecida por um viajante em Malaca… e assim ficou.

Portuguesa, recebeu-nos no encanto do seu sorriso e na harmonia do seu lar. Da sua cama king size fizemos um super ninho a três almofadas, e foi ali que dormimos sempre juntos, por entre gargalhadas na hora de dormir e silêncio na hora de acordar.

Também juntos cozinhámos e passeámos, sem ter conta nas vezes que nos perdemos por cada história que partilhámos! Mais ainda, quando outras duas portuguesas, a viver na mesma casa, a nós se juntaram. E aí sim, foi pano para mangas e curiosidade em cada olhar.

E por Singapura vivemos o espírito natalício mais de perto, com falta de frio mas abundância de luzes. Perdemo-nos por ruas iluminadas e músicas que aquecem o coração, visitámos lugares maravilhosos e parques de perder de vista. Deslumbramo-nos com a imensidão e inovação, com a quantidade de tecnologia e beleza em redor. Estranhámos a limpeza nas ruas e as regras exigidas: existentes para tudo, e muitas são puníveis por lei como sendo crimes. Por exemplo, mascar pastilha ou não puxar um autoclismo numa casa de banho pública. As coimas são severas e duvidamos que alguém se atreva a testá-las. Assim sendo, a vida assiste-se de forma metódica, controlada e automatizada. As pessoas levam as suas vidas já habituadas a este ritmo, mas percebe-se por entre aqueles que de lá não são naturais, a dificuldade ou receio nos gestos, ainda que não se veja propriamente um controlo policial nas ruas.

Mas a mais bonita descoberta, foi um restaurante budista. Ou vários. E também Hindus. Grátis. Sim, gratuitos, onde o único pedido é de que lavemos a loiça que utilizarmos e onde fomos convidados a provar vários pratos típicos e cem por cento vegetarianos!

E por fim, por entre a vasta mistura de culturas e religiões existentes, a nossa maior surpresa foi mesmo a Little India. Imperdível, por lá até nos esquecemos que se tratava de Singapura. As regras escondem-se na multidão e na confusão. O cheiro a caril transporta-nos, o excesso de pessoas, a cor de pele negra e a quantidade de cores também. As casas, cada uma de seu tom garrido, a confusão e falta de organização são um must see, nomeadamente num país onde se julga que este extremo jamais poderia existir.

Ainda assim, muito ocidentalizado, fez-nos sentir mais perto de casa – com a mais valia de todo o país estar adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, o que nos deixou muito felizes.

E foi ali mesmo, na ilha de Singapura, que nos despedimos do nosso percurso exclusivamente terrestre, com a sorte de encontrar também uma amiga portuguesa que nos fez chegar uma encomenda muito especial!

Foram 9 meses de caminho, de boleias, de estrada. Até chegar o momento de apanhar então o nosso primeiro barco, com rumo a um novo país: a Indonésia. O primeiro de muitos, de uma aventura muito intensa, por ilhas.

E assim levámos o mundo na mão, por mar, no coração e naquilo que de mais somos, num só.

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Malásia

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Singapura

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2 thoughts on “malaiosingapurenses

  1. Não me perguntem como cheguei ao vosso site mas posso-vos garantir que fiquei maravilhado com esta vossa viagem que numa palavra só consigo descrever como épica! Não me lembro inclusivamente de ter algum dia deixado comentários ou muito menos de ter sentido vontade de ler de inicio a “fim” um blogue mas a vossa alegria e facilidade de transpor para palavras o que sentem, vivem e experienciam torna a leitura do vosso blogue um autêntico prazer! Espero que um dia tenham a oportunidade de transformar toda esta experiência e registos num livro porque bem o merece.deixo também uma pergunta: porque optaram não visitar a Mongólia? e uma curiosidade: em que consistiu a vossa parceria com os hotéis?

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    1. Olá Pedro!
      Antes de mais, agradecemos de coração esta mensagem e a força que nos transmitiu. Na verdade, escrever sobre o que vivemos e sobre o que sentimos tem muito mais encanto quando percebemos que há quem goste de nos ler!
      Quanto à pergunta, sobre a Mongólia, nós optámos por visitar todos os países da Ásia Central e, nesse sentido, do Cazaquistão só atravessando a fronteira para a China. Quanto à curiosidade, as nossas parcerias são simples: publicitamos o hotel no blogue, escrevemos uma revisão e, dependendo da oferta, ficamos uma ou duas noites gratuitamente hospedados. Qualquer outra questão, temos muito gosto em responder!
      Um abraço do mundo!

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