No Último (Cazaquist)Ão

Foi depois de deixarmos o Quirguistão e antes de entrarmos na China, que conhecemos um bocadinho do último país da Ásia Central da nossa rota, o Cazaquistão.

Quando passámos a fronteira, correu tudo bem, mas sentimo-nos afagados com tanta gente à nossa volta. A confusão era muita, e a cortesia pouca. E só quando chegou a nossa vez, percebemos que o carimbo de passaportes europeus era feito à parte, acabando assim por ser um instante, sem revistas nem nada!

Seguimos a pé depois pela única estrada que seguia para Almaty, e demos assim início à nossa jornada no país! Pelo caminho, vimos também à boleia uma jovem russa. Foi pouco simpática, de poucos sorrisos e pouca conversa e por isso continuámos a nossa jornada a dois.

Pusemo-nos então à boleia numa pequena sombra e passado algum tempo conseguimos o primeiro carro até pouco mais à frente. A Almaty chegámos já com outro senhor, que nos levou por várias horas e sempre falador! Mas para completar os últimos quilómetros até ao centro da cidade, apanhámos a terceira e última boleia do dia, com um jovem taxista, que nos deixou junto da praia da cidade, feita com um lago artificial.

Ao cair da noite, com a ajuda de alguns locais, encontrámos a nossa couchsurfer: doce e linda, mãe de dois filhos pequenotes, também eles doces e lindos, e os mais bem educados que alguma vez viramos.

Jantámos juntos e conhecemos a sua pequena grande história de amor: depois de casar, jovem e singela, com uma festa demasiado exagerada para o seu gosto, mudou-se para casa dos sogros. Depressa passou de querida a criada, tendo a seu cargo todas as lides de casa. E depressa também, tinha dois filhotes nos braços. Os dias, os meses e os anos foram passando; mas o marido nunca a defendeu perante as exigências feitas em casa. E a coragem tomou conta de tudo o que estava para vir, e pediu o divórcio. Contou de sorriso envergonhado que a sogra a convidou a sair sem pudor, e que de postura autoritária revelou que depressa encontraria alguém melhor para o filho. As amigas apoiaram-na, mas os amigos reprovaram a decisão. Não fez caso de nada, e seguiu o seu coração. A família acha mal, mas mantém-se ao seu lado. E os filhos, compreensivos, mantêm uma relação saudável com o pai, que os tenta comprar constantemente com aquilo que a mãe ainda não lhes pode dar.

E assim percebemos que, embora se diga que faz parte do antigamente ou de famílias tradicionais, o casamento com este tipo de regras está ainda muito presente nos dias que correm.

Na manhã seguinte, sem que prolongássemos demais o nosso soninho, seguimos para a cidade. Percebemos que os autocarros urbanos eram mais caros que até então, tal como as coisas à venda pelas ruas fora.

Com a ajuda pronta de uma local, e de conversa em punho até lá, chegamos a Ovir – o local onde os turistas devem efetuar o seu registo perante as autoridades. Depressa descobrimos que não necessitávamos de o fazer tendo em conta o visto que trazíamos no passaporte, e assim aproveitámos para conhecer a cidade.

O tempo não ajudou, depressa escureceu e chorou. Nós dois, saloios de calção e chinelo no pé, num instante estávamos a bater o queixo.

Palmilhámos então por alto a cidade e as suas grandes avenidas, sem lixo no chão e com prédios altos – como já há algum tempo não víamos; petiscámos o que encontrámos e só ao anoitecer procurámos o metro para voltar a casa: desejosos de um banho quente e descanso!

Dormimos já tarde, absorvidos pela qualidade da internet, estendidos no sofá! Mas foi bom, trazíamos saudades de um momento assim.

E sem remorsos, deixámo-nos dormir pela manhã fora, abraçados e emaranhados nos sonhos da vida e na vida que damos aos nossos sonhos!

De olhos ainda sonolentos, fizemos um pequeno/almoço daqueles que tanto gostamos, cheio de vegetarianices boas e seguimos rumo ao principal bazar da cidade.

Esperavamo-lo maior, ainda assim encontrámos lá uma couchsurfer de coração gigante, que nos fez a sua visita guiada, não só ali como numa pequena feira de artesanato. Trouxemos ainda oferecidos e de souvenir uns brincos típicos Cazaques, em madeira e pendentes, e muita fruta como só nós gostamos.

— É, temos vindo a descobrir que somos os monstrinhos da fruta e que temos andado pelos sítios certos! Mais tarde, que nos esperem as mangas e demais frutos tropicais (já babamos só de pensar!).

Para o dia seguinte tínhamos combinado uma subida à montanha em família: um dia de trekking a 4000m de altitude. Mas o sol envergonhado e a chuva lá no topo fizeram-nos voltar para trás depois de quase 2 horas de carro para lá chegar. Com pena, mas conformados, regressámos todos juntos para casa. Os pequenos, doces, divertiram-se ainda na curta caminhada que fizemos lá no topo da montanha. E cansados, pela tarde deixaram-se dormir até que o pai os fosse buscar. Nós dois, aproveitámos o som da chuva e pusemos a escrita em dia. Arrumámos as malas e descansámos. Juntos.

O dia seguinte era de partida.

E assim foi, mas não sem antes acedermos a um novo convite: uma outra couchsurfer, local, a quem escrevemos, e o seu namorado, tinham nessa manhã uma aula de inglês a que faziam questão que fossemos, para partilharmos a nossa história. E assim foi.

Generosos, no final ajudaram-nos a chegar ao melhor local para pedir boleia e ofereceram-nos ainda um lanche para o caminho!

Queríamos chegar a Kapchagay, um local turístico conhecido pelas suas praias e lago. Não demorou até que conseguíssemos uma boleia direta, e pouco passava das 16h quando nos deixou num centro comercial à espera do nosso novo couchsurfer.

Esse sim, demorou tanto a aparecer que chegamos até a duvidar da sua palavra. Vimos as horas passar uma por uma no relógio, mas sempre distraídos e entretidos com a internet. E quando se fez aparecer, vinha cheio de pressa e embrulhado em pedidos de desculpa.

Sabíamos que não nos poderia hospedar por ter casa cheia, mas prometeu levar-nos a conhecer os encantos da zona e a encontrar um local seguro para montar a tenda. E assim fez.

Pelo caminho, falámos em italiano, e pudemos perceber que muitos de Karaganda o sabem.

Foram vários os miradouros sobre o imenso lago que visitámos. E foram também várias as praias. Era já tarde, e o tão desejado mergulho ficou sem efeito.

Mas foi ao cair da noite, quando nos levou a casa de um amigo seu com jardim, que fomos uma vez mais muito e bem acolhidos. Com carinho. Com arte de bem receber no coração e, mesmo com um filho bebé doente e acabado de internar no hospital, ofereceu-nos o jantar e recusou-se a deixar-nos dormir lá fora. Foi então que do chão da sala fizemos o nosso acampamento.

Com o nascer do sol despertámos e depressa tínhamos o pequeno-almoço à nossa espera. Mesmo com a esposa a acompanhar o bebé internado, este homem fez-nos sentir em casa. E enquanto comíamos, chegou aquele que era o nosso couchsurfer e mais um amigo, que depois de ouvir a nossa história, se ofereceu para nos levar à praia e a almoçar fora.

A praia não era paradisíaca, nem tão pouco limpa. Mas para quem viveu sempre perto do mar, como nós, sentir areia nos pés e ondas no corpo é sempre maravilhoso!

No restaurante, como em todo o lado, a primeira reação é de que é muito difícil um prato sem carne. Logo depois, que assim vamos perder o que mais típico têm. Com a história do país justificam o facto de comerem muita carne e de importarem a grande maioria das frutas e legumes da China: no passado, enquanto nómadas, era o gado que transportavam. Montanhas fora, era impossível o cultivo de alimentos da terra e orgulham-se da sua sobrevivência através da carne de ovelha e cavalo, predominantemente. Ainda assim, mantemo-nos sempre flexíveis: uma salada cai sempre bem! Ainda assim, foi um verdadeiro banquete aquele a que tivemos direito, com pratos típicos sem a carne. Prometeram não ficar tão saboroso, mas parece-nos que não havia necessidade de mais – estava tudo delicioso!

Seguimos então depois com o nosso couchsurfer, que nos deixou alguns quilómetros depois, já fora da cidade. Insistiu por força em ficar connosco até apanharmos a próxima boleia: o que dá sua parte foi verdadeiramente generoso, mas nem sempre nos ajuda. Os condutores tendem a assustar-se com a quantidade de pessoas, quantas mais, pior. Ainda assim, parou um senhor já na sua média idade, barba a virar para o grisalha e pouco falador a princípio! Aceitou levar-nos de bom grado no seu jipe, e foi felizes e contentes que chegámos ao nosso destino!

Ficou connosco até a nossa couchsurfer chegar, e até lá a conversa fluiu com encanto. Era um amor e ainda bem que tivemos tempo para o conhecer!

A nossa couchsurfer, de nome Maria (que bom de pronunciar!), chegou no seu registo habitual – descobrimos depois – energética, sorridente e extrovertida.  E depois de rapidamente se apresentar e apresentar os seus planos para a nossa noite, levou-nos a conhecer o rio que atravessa a cidade.

Podia ter sido um passeio alegre e de boas vistas, mas foi num segundo que se tornou assustador. Enquanto caminhávamos, um sujeito de aparência estranha, aproximou-se de nós com o intuito de falar apenas de homem para homem. Começou por perguntar de onde vínhamos e depois de conseguir restringir a conversa apenas a dois, iniciou um discurso de base religiosa. Explicou mais tarde e quando a coisa já estava a ficar estranha demais, que depois de morrermos há um rio de leite e um mar de mel (o que a vegetarianos em nada atrai). E quando a coisa estava a ficar negra demais, demasiado centrada na paradoxa alegria da morte, a nossa couchsurfer que não estava a ouvir a conversa, tremia de medo e fez para que o encontro terminasse. Puxou por nós e em russo disse que estava na hora da reserva do restaurante. Seguimos, e foi nesse momento que achámos que uma bomba ia rebentar. Não tivemos tempo de ter medo. Nem receio. Mas sentimo-nos a escapar!

Sentamo-nos no carro, os três e respirámos. Ainda não era de alívio. Só quando nos vimos já longe do rio nos sentimos vivos.

Nada aconteceu ali naquele momento, nem de futuro. Mas a verdade é que depois de tamanho discurso sobre as maravilhas do mundo para lá da morte, esperávamos atentamente que o pusesse em prática. Sem piedade.

E, infelizmente, fruto de preconceito, as suas vestes, a sua barba e a sua burca, não ajudaram.

Terminámos a jantar em paz, com delícias  tradicionais adaptadas e pão tradicional: frito e em quadradinhos pequeninos, uma gracinha!

De noite, descansámos que nem anjos e pela manhã também. De tarde visitámos a cidade e o seu bazar. E ao final do dia metemos mãos à obra e fizemos um jantar à Portuguesa: tínhamos tanta saudade de sopa!

O dia seguinte era dia de partir, mas adiámos as coisas. E por pura coincidência, depois de termos decido ficar, foi a vez de um jornal local e da televisão local nos convidar para uma entrevista. Embora uma vez mais tudo em russo, fomos maravilhosamente acolhidos com fotografias do Ronaldo e da seleção e por toda a equipa técnica muito curiosa. E de lá trouxemos vários souvenirs, todos muito especiais, a acrescentar aos nossos já 40 e muitos quilos de bagagem, agora a viajar pela China! Mas o mais engraçado: por serem aficionados, não conseguiram deixar de direcionar a entrevista para o treino do futebol, tendo-nos oferecido no fim também uma bola! E se já não bastasse, ainda nos providenciaram transporte de volta para casa.

Um poço de hospitalidade e doce acolhimento, que há-de ficar sempre registado em nós.

Seguimos então no dia seguinte, já rumo à nossa última cidade no país, Zharkent. Não tínhamos rumo certo: vários pedidos de couchsurfing enviados, mas nenhum aceite. Amigos, amigos de amigos, nada. Mas estávamos felizes e confiantes de que encontraríamos uma solução, mais que não fosse dando uso pela primeira vez à nossa tenda, na qualidade de abrigo!

Começámos cedo à boleia; depois de termos conseguido comprar o jornal em que saiu a nossa notícia. Havia pouco trânsito ainda, mas não tardou até que apanhássemos a primeira de três boleias. Era um jovem estudante e ainda nos levou por alguns quilómetros, mas poucos face aos que nos faltavam. Logo depois, pararam dois amigos. Oriundos da Tchetchenia, não poderíamos sequer calcular o quão boas pessoas eram no momento em que aceitaram levar-nos. Pelo caminho sempre animados e conversadores; à chegada, quiseram esperar ao nosso lado, na estrada descampada, com um sol intenso, até que o próximo carro nos levasse. Passou tempo, muito tempo. Fomos sempre insistindo para que seguissem: não só porque quantos mais, pior, mas principalmente porque não tinham necessidade de estar ali nas condições em que estávamos. Quem anda à boleia tem que se sujeitar, claro. Mas quem dá boleia, nunca!

Foram ficando até as horas passarem. A escassez de carros também lhes fez ver o quão demorado poderia ainda ser, e acederam a seguir, depois de lhes termos demonstrado a nossa eterna gratidão. Sentíamos que não queriam deixar-nos: no fundo, sentimo-nos cuidados. E foi bom!

Mas, depois já de terem arrancado com o carro, voltaram a trás para nos dar dinheiro. 2000 tengues, insistiram. Recusámos. E agradecemos tanto quanto pudemos, explicando que tínhamos dinheiro – viajávamos assim pela experiência.

De um jeito doce e verdadeiramente sincero, só descansaram quando aceitámos e ficámos com metade. Não havia mais nada que pudéssemos fazer, senão agradecer. Mais uma, duas, três vezes ou quantas fossem necessárias. Mas não havia palavras que chegassem para demonstrar a nossa gratidão.

Foi ainda um bom bocado, aquele que lá passámos à espera da próxima boleia. Deu tempo para brincadeiras e até para almoçar – é tão bom quando temos petiscos do dia anterior!

Parou depois um senhor; percebemo-lo estranho, mas boa pessoa. Talvez só calado. E seguimos! Seguia até à fronteira com a China, e nós sem rumo quase hesitámos. Mas decidimos ficar no destino que tínhamos definido, Zharkent.

A cidade pareceu-nos pequenina e pouco desenvolvida, e a avaliar por todas as que tínhamos visitado no Cazaquistão, era decerto a menos limpa. Ainda assim, escolhemos um banco de jardim para descarregar as mochilas e definir um plano de sobrevivência.

Por norma, a primeira coisa que fazemos é procurar Wi-Fi, na esperança de que algum couchsurfer tenha respondido. Assim, perguntámos a todos os locais mais jovens que por nós passavam, se sabiam onde poderíamos encontrar internet gratuita. E posto isto, recarregámos mochilas e fizemo-nos ao caminho.

Os locais gostam sempre de nos abordar, e nós gostamos disso, principalmente quando precisamos de um empurrãozito. Nesta cidade não foi exceção e foi muito útil. Começámos por conhecer um jovem trabalhador num banco. Não conseguiu ajudar de forma efetiva, mas indicou-nos onde poderíamos deixar as mochilas guardadas e onde poderíamos ir depois procurar a tão desejada Wi-Fi. Contudo, não podíamos imaginar que estávamos perto da luz do nosso dia.

Palmilhámos a custo a rua que nos foi indicada, e à chegada parecia tudo fechado. Enquanto nos entretivemos a resmungar um com o outro, havia quem nos observasse e se questionasse. E foi então que num tom de voz suave escutámos, “do you need help?”.

Eram duas jovens, sorridentes e amorosas!

A verdade é que sim, precisávamos de ajuda. Para guardar as mochilas, principalmente. Mas se pudéssemos pedir sem rodeios: queríamos também uma caminha, um banho, um jantar. Alguém para nos hospedar. Alguém na cidade para partilhar o passeio. Alguém disponível!

E foi como uma lamparina mágica: tinham tudo incluído nelas próprias! De um segundo para o outro, tínhamos tudo.

Sem rodeios, a casa de uma delas passou a ser a nossa casa. Refrescados depois do banho, insistiram para nos levar a jantar fora: assim uma vez mais, no Cazaquistão, não podíamos vivenciar melhor. Não nos poderíamos ter cruzado com ninguém melhor. Tropeçámos no acaso, no acaso das pessoas boas. E acreditamos que as há em todo o lado, sem exceção. Se tivemos sorte? Talvez sim. Sabemo-nos abençoados e gratos por isso.

Dormimos um sono descansado e, mal o sol sorriu para o céu, fizemo-nos à estrada. De tão carregados, caminhámos pouco e foi no primeiro cruzamento que pedimos boleia. Os carros foram passando e avisando que aquele não era um bom local. Estávamos no início da cidade e deveríamos estar no fim, para desta conseguir sair.

Não tínhamos grande força, mas sabíamos que tínhamos de andar. E por entre pôr tudo de novo às costas e começar a andar, parou um senhor. Curioso e simpático. Ofereceu-se para nos levar mais à frente, onde também poderíamos trocar o dinheiro que nos restava. Aceitámos, ainda que depois tenhamos percebido que por ser fim-de-semana todos os bancos estavam fechados. Mas foi nesse momento que um novo senhor, com o seu filhote, parou. E por entre sorrisos aceitou levar-nos um pouco mais à frente que o fim da cidade, onde ficámos completamente encaminhados.

Lá, foi pouco o tempo que esperámos e apanhou-nos a última boleia do Cazaquistão! Estávamos em êxtase, quase quase a pisar a China, embora preocupados com a travessia e com o facto de por lá se somarem mais duas horas de diferença horária.

Seguimos juntos, e no primeiro controlo fronteiriço, muito nos ajudou guardando as nossas mochilas no seu carro. Desta, foi menos um autocarro que tivemos de pagar, daqueles que gostam de impor a turistas na travessia fronteiriça.

E já no fim dos finaizinhos, foi uma loucura. Quando avistámos o edifício da fronteira, o caos estava instalado. Infinito de gente. Gente que embora seja a melhor do mundo, não sabe o que é respeitar o espaço. Atropelam-se, passam à frente, empurram, puxam. E não querem saber de nada nem de ninguém, senão delas próprias. E para marcarem a sua presença, colam-se à pessoa da frente. Colam-se a nós e obrigam-nos a colarmo-nos também. Não importa que não queiramos estar enfiados em cima de alguém, porque temos de estar. Se não estamos, alguém lá se enfia e depressa passamos a estar.

E de nada adiantou ficar com os cabelos em pé. Mas ficámos!

Já não sabíamos se o suor era nosso ou de quem nos rodeava. Um suplício!

Mas finda a primeira fila, nas condições acima descritas, para entrar no edifício, tínhamos outra fila de controlo de bagagens. Logo depois outra de espera. Logo depois outra de controlo de passaportes. Sempre com a mesma envolvencia! E por fim, estávamos “livres”. E cheirosos. 🙂

Ainda assim, não tão livres quanto desejaríamos, pois dali à fronteira chinesa, em território de ninguém, era obrigatório apanhar um autocarro ou um táxi. Os táxis exorbitantemente caros. Os autocarros sobrelotados. Mas esperámos e esperámos. E observámos. E pensámos! E por fim, conseguimos boleia de um dos autocarros.

Não foi uma boleia santa, porque tivemos de pôr a bagagem lá em baixo, junta com a de todos os restantes passageiros. O problema foi que antes de nos aceitarem, quiseram tentar que fizéssemos contrabando de álcool, ao que nos recusámos. Por fim, tínhamos sempre medo que colocassem as ditas garrafas nas nossas mochilas – o que não aconteceu!

Despedimo-nos assim de um dos países onde mais fomos felizes, e no topo do alcançar do primeiro sonho: estávamos na fronteira da China! Do outro lado do mundo, garantimos! Onde nada é igual a nada. Onde diariamente experienciamos algo novo, vivemos algo novo. E por mais que já tenhamos conhecido muitas culturas, muitas tradições, muita gente; não há nada a que se compare a China!

Mas teremos oportunidade mais tarde de partilhar por escrito o que trazemos no coração. As emoções que fervilham em nós!

Faz já 15 dias que aqui chegámos e a cada dia há um brilho novo no olhar. A surpresa toma conta de nós a cada dia que passa, neste mundo que trazemos: um mundo maravilhoso.

2016-08-15 13.04.212016-08-15 13.03.492016-08-15 13.03.142016-08-15 12.57.592016-08-15 12.59.252016-08-15 12.58.362016-08-15 12.57.232016-08-15 12.56.442016-08-15 12.56.032016-08-15 12.55.332016-08-15 12.54.462016-08-15 12.52.54

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