aventuras Tajiques

O Tajiquistão sorriu-nos pelo imediato da nossa travessia, embora de início ainda a medo, não houve motivo para desalento.

O sol já se punha, lá no horizonte, por entre as montanhas áridas que faziam a nossa paisagem. Sabíamos que ali, e um pouco por todo o território Tajique, não devemos sair da rota principal: há minas antipessoais perdidas por tempos antigos.

Mas na fronteira, sem cuidados demais, quiseram apenas saber com que comida entrávamos no país e, uma vez mais, parabenizaram-nos pela chegada à final do campeonato da Europa, nunca sem antes pronunciar o nome do melhor do mundo!

Claro que 1 minuto depois de abandonarmos o edifício fronteiriço, tínhamos 30 taxistas em nosso redor. Falavam um por cima dos outros, na tentativa de nos levar, ou apenas de nos trocar dinheiro. Dólar, dólar – repetiram milhentas vezes. Mas o dinheiro, esse já tínhamos trocado do lado do Uzebequistão, e táxis não utilizamos. Portanto, agradecemos e seguimos.

Assim contado até parece um processo simples, mas a verdade é que é duro deixar estas pessoas para trás: nós vamos andando, e elas vêm andando atrás de nós! Mas mantemos a calma, vamos dizendo adeus e elas lá desistem…

Mais à frente, na nossa caminhada, parou um carro. Era um táxi e por isso recusámos de imediato, explicando que estávamos à boleia. O senhor mostrou-se generoso e disse-nos que ia para a próxima cidade, podendo levar-nos até lá.

Dushambe era exatamente para onde queríamos ir e onde tínhamos um couchsurfer à espera. E por isso aceitámos. Pelo caminho a conversa foi fluindo em russo (a mais recente aquisição) e, tendo-se o taxista mostrado disponível, demos-lhe o número do nosso amigo para que lhe ligasse, avisando-o de que estaríamos a chegar.

Correu tudo muito bem até ao destino, mas infelizmente fomos enganados: cobrou dinheiro ao nosso couchsurfer por nos ter levado e este até já sabia disso de antemão. Não houve nada que pudéssemos fazer, pois entre nós a combinação era outra. Mas foi infeliz em nós este começo. Até porque mais pessoas partilharam o táxi e portanto o desvio não foi nenhum.

Ficámos por Dushambe 4 noites: depois da corrida por entre os 5 dias de visto do Turquemenistão e os registos do Uzebequistão, sentimo-nos livres para parar e descansar.

Aproveitámos para dormir, cozinhar e passear, com a alegria de ver Portugal consagrar-se campeão europeu! Não estávamos por terras lusas para celebrar calorosamente, mas tínhamos um bar Tajique, ao ar livre e com uma imensa tela, cheio de gente. E uma bandeira portuguesa. E sofremos juntos, vibrámos juntos, celebrámos juntos!

Ao quinto dia, decidimos partir rumo a norte. Estivemos sempre indecisos sobre visitar ou não a famosa Pamir Highway, mas deixámo-nos levar pelo nosso instinto e optámos por cruzar o lado oposto do país. Sabemos que ficou assim por visitar um dos pontos mais afamados do país, visitado propositadamente por muitos turistas pelas suas paisagens desertas; mas sabíamos que à boleia poderíamos até ter de esperar muitas horas, ou dias, por um carro. E sabíamos igualmente que rumo a norte tínhamos também um mundo por descobrir!

Afastámo-nos da cidade com um transporte urbano e tínhamos por objetivo chegar a um dos mais famosos lagos do país, situado no cume de montanhas, por entre 40 graus na base e serras ainda nevadas no topo. Pretendíamos chegar e acampar. E por entre o calor que sentíamos, conseguíamos apenas sonhar com a ideia de montar a nossa tenda (pela primeira vez!!!) e de mergulhar no lago. De nadar, refrescar, ler um livro numa sombra e adormecer com o céu estrelado, por entre uma vista esplendorosa, de montanhas e água translúcida.

À saída da cidade e pouco antes de nós pormos à boleia, avistámos uma viajante. Pela sede de conhecer pessoas ou somente por curiosidade, depressão aproximámos. Chamava-se Lena e era Japonesa! Viajava à mais de 1 ano, mas já tinha voltado ao Japão por duas vezes: uma delas não programada, depois de ter partido uma perna no México! Viajava sempre sozinha, sem receios e de sorriso no rosto, depois de ter passado pela América do sul e central, Europa e África. De gargalhadas fáceis e sem rodeios, aceitou juntar-se a nós para ir visitar o lago, alterando assim o seu rumo.

Viajámos então a 3, à boleia! E não, não foi o fim do mundo; mas foi um trinta e um chegar ao nosso destino!

Demorámos várias horas até conseguirmos chegar perto das montanhas: fizemos pouco mais de 100 quilómetros em mais de 8 horas, por entre estradas aceitáveis, com um carro, dois camiões e um jipe. As boleias foram aparecendo e fomos desfrutando do caminho! Juntos.

Estamos muito habituados a viajar a dois, tanto que já nos sentimos por completo um só. Não há rodeios, não há omissões. Vivemos muito mais que juntos! Vivemos na plenitude de um casamento, mas um casamento nómada! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem escapes.

Na verdadeira essência do amor.

Quem o conhece, sabe que nem só de dias felizes vive. Mas é mesmo nesses que se aprende a ser mais e melhor. E a ficar por perto.

Contudo, ter um terceiro elemento 24h por dia connosco foi um desafio muito interessante!

O último jipe a dar-nos boleia, trazia dentro 3 jovens, afortunados e generosos. Levaram-nos a lanchar/jantar fora e quando nos deixaram à entrada das montanhas, despediram-se calorosamente e convidaram-nos ainda a seguir com eles até Khujan – a cidade onde haveríamos de chegar dias depois. Chegámos até à hesitar pela boa energia que sentíamos todos juntos; mas o repouso no lago chamava por nós!

Estávamos então a 35 quilómetros do lago. Um pulinho mais, pensávamos nós!

Já não era cedo, mas mantínhamos a esperança de chegar ainda de dia.

Os minutos foram passando. As horas também. As nuvens no céu foram-se aproximando, chegando e tapando o sol. E caíram os primeiros pingos de chuva.

Não queríamos acreditar. E, principalmente, não queríamos acreditar quando vimos a luz do sol esmorecer.

Continuávamos exatamente no mesmo sítio, à entrada das montanhas. E por entre os poucos carros que iam passando, as pessoas iam-nos dizendo que não iam para lá. Que já era tarde. E começámos então a perceber que seria difícil adormecer ao som da natureza, com vista para o lago.

Começámos a olhar em redor a ver onde poderíamos vir a montar a tenda: mas não estávamos tristes! Pensámos apenas que chegaríamos no dia seguinte, no auge do sol e do calor (que a avaliar pelos dias anteriores, continuaria a ser de cortar a respiração), prontos para um merecido mergulho. E estávamos contentes, sabíamo-nos bem e felizes. E tínhamos connosco mantimentos suficientes para duas noites, o que nos deixava em tudo tranquilos no tempo.

Mas pouco tempo depois, parou um carro. Não ia para Iskandarkul, o lago, mas ia até meio caminho! Pior não ficávamos e mais perto ficávamos de certeza. E seguimos!

Percebemos à chegada, que embora a 15 quilómetros do destino, não iríamos chegar. A estrada, até lá, metia medo! Sem asfalto, pelas montanhas, curva atrás de contracurva, buracos atrás de buracos. Quase 1 hora de caminho para 20 quilómetros: uma loucura.

Escolhemos então o lugar para montar a tenda e vimos vários locais a observar-nos. Numa aldeia tão remota, por onde os turistas passam mas nunca param, parecíamos decerto extraterrestres. E evitando que sentissem que estávamos a abusar dos seus campos, optámos por uma vez mais perguntar se poderíamos montar a tenda ali. E uma vez mais também, e sem duvidas, convidaram-nos para suas casas!

A família era grande, muito grande, e em pouco mais de 30 minutos estávamos instalados e com um manjar a nossos pés: sentados por entre carpetes e de mesa posta no chão (como já nos habituámos), e sem mulheres em redor, mantendo-se as tradições pela Ásia Central fora: só os homens recebem e jantam com os convidados.

Dormimos os três juntinhos, por entre colchões asiáticos e lençóis, pelo chão a que as nossas costas já se habituaram; e foi com o nascer do sol e do céu azul que nos fizemos acordar e despachar. Tínhamos um longo e novo dia pela frente, quase quase a chegar ao lago. E deu ainda tempo para uma jogatana de futebol, por entre o campo de terra batida e os pés descalços.

Depois, não sabemos como, agora que tentamos recordar, mas a verdade é que passámos boa parte do dia à boleia. Lanchámos, almoçámos, rimos, conversámos; brincámos à apanhada com as crianças que aos poucos se iam juntado em nosso redor e esticámos os dedos sempre que um carro se aproximava. Deu também tempo para uma jogatana de futebol e uns golos de raspão!

De esperança fizemos o nosso dia, às tantas já pouco crentes! Até que um jovem aceitou levar-nos!

Voltámos a levar quase 45 minutos para fazer 10 quilómetros. A estrada mantinha-se sempre nas mesmas condições, mas cada vez mais a subir, sempre por entre curvas e montanhas acima.

E, inexplicavelmente, quase como se estivéssemos nos Açores!, o tempo não parecia mais o mesmo. Até mesmo quando começámos a avistar o lago e a descer, a humidade e o frio que se faziam sentir por entre montanhas, era inexplicável! Não nos lembrávamos sequer da última vez que tínhamos sentido frio ou necessidade de tirar uma camisola do fundo da mochila.

Chovia. Chovia bem, com pingos grossos! E os nossos narizes reclamavam por um quentinho.

Depressa percebemos que os sonhos que trazíamos de algibeira não eram os mais apropriados: o sol, o calor, a tenda à beira lago, o livro, os mergulhos… não eram para ali.

Palmilhámos uma pequena distância em torno do lago. Lindo, de verdade. Com uma paisagem soberba.

Não nos conseguimos fazer os 3 de vontades comuns, mas chegámos a acordo. Procurámos por um lugar para montar a tenda, abrigado e sossegado: e acabámos no jardim do vigia do lago, mas pouco satisfeitos.

Por um lado, queríamos muito ficar e pernoitar. Tínhamos levado dois dias a chegar ali, e não fazia sentido nenhum tocar e fugir. Por outro, sabíamos que o tempo estava pouco convidativo, que íamos ficar para na madrugada seguinte seguir. Decidimos então ficar atentos à estrada que nos tinha trazido: e se algum carro fosse na direção da estrada nacional, e nos quisesse dar boleia, aceitaríamos e dormiríamos lá, uma vez que pelo menos fora das montanhas a temperatura era quente e convidativa a um sono na rua.

Conhecemos pelo meio vários turistas a pernoitar no lago, e foi com eles que passámos grande parte do serão: temos tantas histórias e tantas aventuras no bolso, que tema de conversa não falta.

E já de noite, já depois de termos despejado as mochilas, puxado os sacos cama e as leggings de inverno para dormir, vimos luzes vindas do lago. E não é que iam não só na direção da estrada nacional, como até Khujand? Era um jipe, vinha cheio e trazia 3 pessoas.

Mas com jeitinho, coube também a nossa tralha e nós 3 lá dentro. E seguimos! E sabíamos que à nossa espera teríamos os amigos que tínhamos feito no dia anterior.

Pelo meio, com um valente enjoo e valentes vómitos: as curvas eram muitas e com jipe, a velocidade embora controlada, permitia muitos abanos.

Mas chegámos, já perto da 00h30, quase a Khujand. Deixaram-nos a 15 quilómetros, onde as estradas se dividiam e onde havia um posto da polícia. Ali, deveríamos apanhar um táxi para chegar até aos nossos amigos, a pedido destes tendo em conta a hora. Mas ali, ali não passavam táxis.

E ali, assistimos a uma das cenas mais deploráveis de sempre: os polícias, embriagados, mandavam parar todos os carros e camiões e carrinhas e carrinhos que passavam. E não pediam os documentos sequer – esticavam a mão para um aperto, e logo de seguida punham a mão ao bolso. Inicialmente nem percebíamos o que se estava a passar, mas pouco depois fez-se luz. Afinal, a corrupção não era um conto. Não era só mais uma história. E a verdade. E estava ali, à frente dos nosso olhos, a fazer-se acontecer.

Já em Dushambe, na capital, um polícia nos tinha abordado: primeiro com simpatia, depois informando-nos de que era o seu aniversario. E minutos depois, pedindo-nos dinheiro. Começou nos dólares, passou para os euros e terminou na moeda local. Recusámos tudo, dissemos não ter. Mas vivemos assim a nossa primeira experiência patética e lastimável.

Acabámos então em Khujan, depois dos nossos amigos nos terem ido buscar. E dormimos no restaurante de família de um deles: um restaurante afamado e com vários yurts como salas de jantar, onde nos instalámos e dormimos descansados.

Na manhã seguinte madrugámos: o sol era forte desde cedo, e se não fosse pela luz, era pelo calor. E seguimos para a cidade. Mais que tudo, precisávamos de um banho. Estávamos suados, cansados e sujos. E de mochilas às costas, lá fomos os 3. Tínhamos uma resposta positiva de um couchsurfing e só estávamos à espera de o conseguir encontrar.

A cidade pareceu-nos desde logo simpática, embora cheia de lixo nas ruas. E num dos parques perto do rio, encontrámos uma sombra para descansar.

Ali, tentámos por várias vezes contactar o nosso couchsurfer, mas sem sucesso. E deixámo-nos ficar. Tínhamos sempre a hipótese de voltar para o restaurante, mas sem dúvida que precisávamos de um banho.

E por entre a pausa e o descanso, reencontrámos o casal de viajantes russos, com quem estivemos juntos no Uzebequistão. Alegria! Num piscar de olhos, éramos já 5.

E embora a Lena tenha decido seguir para um hostel, decidimos os restantes seguir para o grande lago a 15 quilómetros da cidade, onde sabíamos que encontraríamos uma praia de água doce. Vimos o sol pôr-se e tomámos um longo banho, desfrutamos do tempo a passar, do calor e da companhia. E já mais à noite, quando nos preparávamos para montar a nossa tenda nas areias negras que se entranhavam nos nossos pés, veio o vigia da praia aconselhar-nos a pernoitar no terraço de sua casa.

Não queríamos ir, sonhávamos com a ideia de finalmente adormecer com o lago de fundo e as estrelas no céu. E de podermos acordar, mergulhar, com paz na alma e amor no coração.

Mas nada acontece por acaso, e se o vigia nos tinha oferecido o seu espaço como sendo mais seguro, só nos coube aceitar. Os viajantes russos decidiram pôr os seus colchões no chão e trancaram-se a dormir ao ar livre. Já nós, levámos mais uma horas: decidimos montar a tenda, por entre os mosquitos e as aranhas, as baratas e os bichos que não se sabe.

E na manhã seguinte, foi um instante até nos enfiarmos de novo dentro de água. Levámos connosco uma melancia e assim tomámos o nosso pequeno-almoço, frescos e saborosos.

À tarde, seguimos para Khujand. Deixámos as malas de novo no restaurante e passeámos pela cidade! Com um calor de brandar aos céus, de derreter mesmo à sombra. Só à noite, nos sentimos melhor, já de volta ao nosso yurt, onde voltámos a descansar e dormir.

Sem rumo certo ou destino obrigatório, partimos na manhã seguinte para Isfara – uma cidade fronteiriça com o Quirguistão, o país seguinte. Até lá, apanhámos uma boleia direta, que nos deixou no centro da cidade. Lá, não tínhamos novamente couchsurfing nem ninguém à nossa espera. Estávamos perdidos por entre o nosso tempo, e cansados também.

Muitas noites seguidas com rumo incerto. Muitas noites seguidas sem chuveiro, sem chuveiro ou almofada. Sem teto ou eletricidade. Sempre com a mão doce de alguém que nos quis ajudar, mas sem certezas de nada.

Ou certezas de tudo: a de que nos tínhamos um ao outro. Só.

E, por uma noite mais, acabámos hospedados. Era velhote, conhecemo-nos por entre as ruas da cidade e ajudou-nos a guardar as mochilas durante a tarde. Ao final do dia, enquanto procurávamos um local para montar a tenda, ofereceu-se para nos hospedar. A casa, também velhota, estava em remodelações: e no quarto já novo, lavámos o chão, montámos uma cama de ferro, a rede mosquiteira e esperámos pela noite cair. Aquecemos juntos água para o banho, com uma fogueira e, sozinho, cozinhou uma maravilha vegetariana, uma salada e abriu um melão.

Tinha sido um dia difícil. Um final de tarde duro. O cansaço talvez já fosse mais psicológico que físico. Mas com gentes improváveis se travam amizades. Gentes que mais que tudo, são de bem. Dão o que podem, o que têm. E que nos mostram que, no fim, acaba sempre tudo bem.

Pela manhã, com escadote de madeira, apanhámos as ameixas maduras lá do alto. E numa caixa feita de garrafa de óleo, acondicionámos as que seguiriam connosco: estávamos pois de partida para o Quirguistão.

Conseguimos uma boleia até à fronteira, depois de uma caminhada pelo centro, onde nos conseguimos desfazer das últimas notas da moeda local e onde nos abastecemos de água potável – e sentimos tantas saudades de abrir uma torneira e de nos podermos lambuzar à vontade em água!

A zona fronteiriça percorremo-la a pé e sem problemas: o caminho não era assim tão longo e o edifício feito de contentores metálicos azuis, onde a única coisa que fizeram foi carimbar os nossos passaportes e, sem poder deixar de ser, sorrir pelo Ronaldo.

Foi assim num piscar de olhos que vivemos a vida no Tajiquistão: onde os olhos não são em bico mas as tradições são já asiáticas; onde o calor é muito e a água não é potável; onde há desperdício de água em cada rua e lixo espalhado em cada esquina; onde as vestes se caraterizaram por vestidos coloridos até ao joelho, com calças do mesmo tecido por baixo, e ainda meias com sandálias ou chinelos! Um país barato, com uma capital encantadora e com natureza infinita. E, como em cada parte do mundo, com gente de coração de ouro (bem mais reluzente que os dentes a que já nos habituámos!).

2016-07-20 18.18.142016-07-20 18.19.012016-07-20 18.28.182016-07-20 18.19.542016-07-20 18.16.472016-07-20 18.22.192016-07-20 18.23.212016-07-20 18.24.332016-07-20 18.24.572016-07-20 18.26.282016-07-20 18.21.232016-07-20 18.30.142016-07-20 18.31.152016-07-20 18.31.592016-07-20 18.32.332016-07-20 18.35.202016-07-20 18.35.592016-07-20 18.29.412016-07-20 18.27.11

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s